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Que falta faz a memória histórica de um lugar?

Por Cláudia Lopes. Ruínas do Dambe (fonte IPAC) ano de 1970 Foto: Cláudia Lopes Ao ser convidada para escrever no O Kotidi...

Por Cláudia Lopes.

Ruínas do Dambe (fonte IPAC) ano de 1970

Foto: Cláudia Lopes


Ao ser convidada para escrever no O Kotidiano aceitei de imediato, porém até maturar o real sentido e valor desse lugar de fala levei quase um ano para apresentar um texto, mesmo tendo escrito durante esse ano diversos. No entanto, para iniciar essa produção fiquei pensando; quais assuntos seriam relevantes para que periodicamente pudesse opinar, discorrer ou simplesmente falar? Ou melhor, o que, realmente, de relevante tenho para falar? E depois de tanto pensar e rabiscar, acredito que devo iniciar esse trajetória falando sobre memória, cultura e história que foi como algumas pessoas me conheceram nesta cidade.

Então, pensei em falar do cenário cultural, ou melhor, da falta que um espaço cultural faz a memória e cultura de uma população. Durante algum tempo me questionei por que a comunidade simõesfilhense pouco sabe a sua história e não valoriza a sua cultura? Mas como uma população pode valorizar e propagar o que não conhece? 

Simões Filho é uma cidade com mais de 140 mil habitantes e não tem uma casa de cultural, um museu ou espaço exclusivo e destino para contar a História, preservar a memória e propagar a cultura local. Desta forma, é um grande desafio fazer com que a os munícipes tenha consciência da sua história e sintam-se valorizados pela riqueza patrimonial. 


Acredito que enquanto nos faltar um local fixo para divulgação do nosso patrimônio histórico, o universo da internet precisa ser usado para que mais pessoas possam entender que para além da violência propagada, a cidade é palco de produção artística, cultural e histórica. Além de ser um local rico historicamente. Acredito que meu papel aqui será de cobrança, inquietação e arguição. 

Uma cidade que não valoriza sua história e nem tão pouco sua cena cultural, logo não valoriza sua memória. Fala-se muito em musealização da História, da memória, dos prejuízos de tornar a História estática, de uma valorização de uma memória em detrimento de outra. Mas no caso, de Simões Filho quando não damos o primeiro passo que é musealizar ou eleger elementos para contar a nossa história, entramos no risco do esquecimento que hoje vemos presente em nossa cidade.


O que são as Ruínas do Dambe se não o mais forte resultado da desvalorização da nossa história? Acredito que existe algo que é maior que o partidarismo e nesse caso é A CIDADE. No seu sentido amplos e todos os moradores deveriam lutar por ela em todas as áreas independente de posição política. Mas isso é assunto para outro momento... 

Hoje o alerta é para o processo de esquecimento da nossa memória e desvalorização da nosso patrimônio, da nossa história e da cultura local. Um lugar que se tornou um elefante branco (literalmente) foi aquele espaço criado na Praça da Bíblia como Centro Cultural Irmão Inocêncio da Rocha. Atualmente inutilizado e poderia ser reformado e estar sendo utilizado como Espaço Cultural da Cidade. Podendo ali, também, ser um local para ajudar a divulgar, ampliar, educar, ensinar e promover a cultura, história, a memória e o patrimônio dessa cidade. 








Foto: Arquivo Pessoal
Cláudia Lopes.

Mora em Simões Filho há 20 anos, Professora de História licenciada pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, já atuou em escola de ensino médio e fundamental II na Bahia e no Amazonas.  Atualmente mestranda do programa de pós graduação em História Social da UFBA dedicada a História da Cidade e  Moradia da população liberta e escravizada no século XIX. Também, cursa pós- graduação pelo NEIM-UFBA em Educação em Direitos Humanos tendo como foco Mulheres Negras no processo de Empoderamento Capilar nas Escolas. Atua, também, como Agente Cultural envolvida em projetos culturais em algumas da Bahia, como: Cachoeira, Mucugê, Santo Amaro, São Félix e Simões Filho.

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