O apito final na Libertadores ontem não trouxe apenas o silêncio da derrota para o Bahia; trouxe aquele tipo de reflexão que só o futebol de alto nível impõe. Perder faz parte do jogo, mas a forma como se perde dita o tom do amanhecer.
O Esquadrão lutou, é verdade. Mas a Libertadores é um ecossistema que não perdoa a hesitação. Ontem, faltou aquele "frio na barriga" transformado em precisão. Para o torcedor que não tem tempo a perder com análises táticas enfadonhas, a síntese é uma só: o Bahia está aprendendo, a duras penas, que na América o talento sem o cinismo da experiência às vezes é um barco à deriva.
Fica a provocação: Até onde vai o fôlego desse projeto quando o peso da camisa adversária entra em campo? A derrota de ontem foi um tropeço ou um teto? O torcedor merece mais do que suor; merece a malícia de quem sabe que, na Libertadores, nem sempre o melhor vence, mas o mais resiliente sobrevive.
Postar um comentário