Saiba qual a sequência de votação e qual a função de cada cargo que você irá votar 

Foto: Divulgação


Por: Alex Passos

No próximo domingo, 4 de outubro, milhões de brasileiros irão às urnas para escolher os representantes que terão responsabilidades diferentes dentro dos Poderes Executivo e Legislativo. Para evitar dúvidas diante da urna eletrônica, é importante conhecer a sequência da votação: primeiro deputado federal, depois deputado estadual, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e, por último, presidente da República. Deputados federais atuam na elaboração das leis nacionais e na fiscalização do Executivo federal; deputados estaduais legislam e fiscalizam o governo estadual; senadores representam os estados no Congresso e exercem atribuições como analisar autoridades indicadas pelo Executivo; governadores administram os estados; e o presidente exerce a chefia do Executivo federal. Em 2026, serão dois votos para o Senado e não é permitido repetir o mesmo candidato nas duas vagas.

Uma pequena preparação pode evitar um grande problema na hora de votar. O TSE recomenda que o eleitor faça sua própria “cola eleitoral”, anotando em papel os números dos candidatos escolhidos na mesma ordem em que aparecerão na urna. O celular pode ser usado para apresentar o e-Título aos mesários, quando necessário, mas precisa ser desligado e deixado no local indicado antes da entrada na cabine. Fotografar ou filmar a urna é proibido porque o voto é secreto. Outra novidade deste ano é justamente a barra de progresso na tela, criada para ajudar o eleitor a acompanhar quantos cargos já foram votados e quantos ainda faltam. Antes de domingo, também vale acessar o simulador oficial de votação do TSE e treinar com candidatos fictícios. Conhecer o equipamento antes da hora pode tornar a votação mais tranquila e reduzir erros.

Mas eleição não termina no momento em que a urna é desligada. Ela começa também pela liberdade de cada cidadão fazer sua própria escolha. Vender ou comprar voto é crime, assim como pressionar alguém para revelar ou comprovar em quem votou. A cabine existe para garantir que ninguém saiba qual foi a escolha feita. Por isso, o eleitor deve chegar à seção sem aceitar pressão, ameaça, vantagem ou promessa em troca do voto. Se encontrar irregularidades, é possível utilizar o aplicativo Pardal, do TSE, para comunicar situações relacionadas a compra de votos, propaganda irregular, crimes eleitorais e uso indevido da máquina pública. Casos de desinformação eleitoral, como conteúdos falsos sobre urnas, local ou data da votação, podem ser encaminhados ao SIADE, canal específico do TSE.

No fim das contas, a urna coloca na mão do cidadão uma responsabilidade que não pode ser terceirizada.Escolher exige informação, liberdade e atenção, mas também respeito às regras que protegem o próprio eleitor. Quem presenciar uma irregularidade pode ainda procurar a autoridade policial, o Ministério Público Eleitoral, a Corregedoria Eleitoral ou o juízo eleitoral competente, preservando informações e provas quando isso puder ser feito legalmente e com segurança. No domingo, mais importante do que correr para apertar “confirma” é entender que cada voto é uma manifestação individual e secreta. A democracia não depende apenas da existência da urna, mas também da liberdade de quem está diante dela.

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