A reunião da Câmara Setorial do Cacau na sede da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), em Barreiras, expôs o tamanho do desafio que o estado enfrenta. O setor tenta se reorganizar após quatro décadas de gargalos e perdas. A estratégia central busca conectar duas realidades distintas: a tradição do Sul baiano e a força irrigada do Oeste.
Dirigentes da Secretaria da Agricultura (Seagri) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) debateram alternativas para garantir soberania de mercado frente às oscilações internacionais de preço. Entre as metas discutidas, destacam-se:
Integração Regional: Conexão produtiva e logística entre os polos do Sul e do Oeste.
Infraestrutura Logística: Instalação de um armazém para 30 mil sacas no Sul da Bahia.
Escoamento Marítimo: Reativação das operações do Porto de Ilhéus voltadas à exportação de cacau.
Associativismo: Criação de uma cooperativa estadual para proteger o valor pago ao produtor local.
A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) apresentou planos para pesquisas e suporte técnico. O debate incluiu crédito rural, segurança jurídica e novos modelos econômicos para o chocolate baiano.
A articulação oficial indica um movimento claro para recuperar espaço. Resta saber se as medidas logísticas e a criação de mais uma estrutura cooperativa serão suficientes para transformar a capacidade competitiva da Bahia diante do mercado global.
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