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| Foto: Secom/Gov/Bahia |
Na disputa majoritária das eleições de 4 de outubro, a Bahia manteve o governador Jerônimo Rodrigues (PT) no cargo por mais quatro anos. Com 100% das urnas apuradas, Jerônimo alcançou 55,80% dos votos válidos, contra 43,73% de ACM Neto (União Brasil), confirmando a continuidade do PT no comando do Estado. Em Simões Filho, porém, o resultado foi muito mais apertado: Jerônimo registrou 50,01%, com 31.014 votos, enquanto ACM Neto chegou a 49,57%, com 30.740 votos. Uma diferença de apenas 274 votos separou os dois principais nomes na cidade.
Para o Senado, a Bahia também produziu um resultado expressivo: Rui Costa (PT) foi eleito para seu primeiro mandato como senador e Jaques Wagner (PT) conquistou a reeleição. No estado, Rui terminou com 30,07% dos votos válidos e Wagner com 27,65%, enquanto Angelo Coronel (Republicanos) ficou com 20,11% e João Roma (PL), 19,97%. Em Simões Filho, a ordem foi semelhante, mas com números próprios: Rui Costa teve 28,52%, equivalente a 30.532 votos, e Jaques Wagner alcançou 26,37%, com 28.229. João Roma ficou em terceiro, com 22,07%, seguido por Angelo Coronel, com 20,83%.
O retrato das urnas em Simões Filho merece atenção justamente porque mostra uma disputa estadual muito menos distante do que o resultado geral da Bahia. Enquanto Jerônimo abriu vantagem de pouco mais de 12 pontos no conjunto do Estado, na cidade a diferença ficou abaixo de meio ponto percentual. No Senado, Rui e Wagner conseguiram liderar a votação municipal, mas também encontraram uma oposição competitiva, com Roma e Coronel somando juntos mais de 42% dos votos válidos. São números que ajudam a compreender que o resultado estadual não necessariamente se reproduz com a mesma intensidade nos municípios.
A eleição, portanto, deixa mais do que vencedores e derrotados. Ela entrega um mapa político que precisará ser interpretado por prefeitos, vereadores, deputados e lideranças locais. Em Simões Filho, os percentuais revelam um eleitorado dividido na escolha para governador e mais aberto na composição do Senado. A pergunta que fica para os próximos anos não é apenas quem venceu, mas como cada grupo político pretende transformar esses números em força, representação e resultados concretos para a cidade.
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